COP30

COP30 no Brasil: O momento de cumprir as promessas climáticas

COP30 no Brasil: O momento de cumprir as promessas climáticas

A Conferência das Partes (COP) reúne governos, organizações internacionais e atores não estatais para avaliar o progresso global e negociar medidas coletivas no âmbito do Acordo de Paris sobre o Clima. A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) começa hoje em Belém do Pará e, pela primeira vez, a abertura ocorre conforme o previsto. Após intensas negociações durante o fim de semana, a agenda foi confirmada, sinalizando maturidade diplomática e um renovado senso de propósito coletivo. Três temas centrais nortearão os próximos dias: No cerne dessas discussões reside um desafio fundamental: a governança multinível – como transformar compromissos políticos em mecanismos executáveis, mensuráveis ​​e comparáveis ​​entre países e setores. Dez Anos Após Paris: Da Ambição à Ação. A Conferência das Partes (COP) reúne governos, organizações internacionais e atores não estatais para avaliar o progresso global e negociar medidas coletivas no âmbito do Acordo de Paris sobre o Clima. Dez anos após a assinatura desse acordo, a experiência demonstra que a transição para uma economia de baixas emissões deixou de ser uma utopia e se tornou uma prioridade estratégica que impulsiona uma corrida global por inovação, produtividade e competitividade. No entanto, essa corrida avança de forma desigual, refletindo em grande parte a dinâmica típica de qualquer mudança industrial (r)evolucionária: uma luta entre aqueles que almejam um futuro impulsionado por novas oportunidades e tecnologias e aqueles que buscam preservar o status quo, adiando as mudanças tecnológicas e socioculturais o máximo possível para evitar a transformação. Além dos motivos ou interesses, estratégicos ou não, as metas e os compromissos assumidos por diferentes setores da sociedade não alcançaram o nível de progresso necessário, e os resultados permanecem muito aquém daqueles originalmente prometidos. A Urgente Realidade de um Planeta em Aquecimento Segundo o IPCC, o planeta já aqueceu aproximadamente 1.1°C acima dos níveis pré-industriais, e as projeções atuais indicam que manter o aquecimento abaixo do limite de 1.5°C estabelecido pelo Acordo de Paris será difícil antes de meados do século. Dados recentes do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) reforçam ainda mais essa urgência. Esses dados confirmam que a estrutura atual de compromissos regulatórios e voluntários — juntamente com os sistemas de desempenho existentes — é insuficiente diante da velocidade e da escala do desafio climático. A discrepância entre as promessas e a implementação real, muitas vezes traduzida em greenwashing, tornou-se, em muitos casos, o principal obstáculo para alcançar uma transição eficaz. Green InitiativeConsideramos essa lacuna de credibilidade o teste decisivo de nossa época. A ação climática não se resume mais a anunciar metas, mas a demonstrar progresso verificável — onde a mensuração, a certificação e a transparência se tornam a verdadeira linguagem da confiança. COP30: O Brasil assume a liderança na transformação de palavras em resultados. Nesse contexto, a COP30 — que será realizada em Belém do Pará, Brasil, de 10 a 21 de novembro de 2025 — assume um papel decisivo ao promover uma mudança de abordagem: complementando declarações e ambições, que continuam sendo essenciais, com ações concretas e pragmáticas, que agora são urgentes. Como país anfitrião, o Brasil pretende colocar as florestas e as soluções baseadas na natureza no centro do debate global, destacando a Amazônia como um símbolo vivo tanto de vulnerabilidade quanto de oportunidade na luta contra as mudanças climáticas. “O sucesso da COP30 dependerá da capacidade de traduzir a ambição em resultados críveis.” Espera-se que empresas e governos fortaleçam a divulgação de informações climáticas e os padrões de desempenho, alinhando-os às estruturas regulatórias nacionais — especialmente em mercados emergentes — e demonstrando progresso rastreável e verificável em toda a sua cadeia de valor. Ao mesmo tempo, a expansão do financiamento climático, particularmente por meio de instrumentos mistos e veículos de investimento público-privado, será fundamental para mobilizar capital para setores vitais para a descarbonização e a resiliência. Financiamento da Adaptação e da Transição Justa A discussão também se ampliará para incluir o financiamento da adaptação, uma lacuna crítica, visto que as necessidades globais — estimadas em mais de US$ 300 bilhões por ano até 2035 — excedem em muito os compromissos atuais. Paralelamente, espera-se que os debates sobre a transição energética ganhem impulso, com biocombustíveis, energias renováveis ​​e modernização da infraestrutura assumindo o protagonismo. O princípio de uma “transição justa” continuará a ganhar destaque, integrando equidade social, adaptação da força de trabalho e engajamento comunitário como componentes fundamentais da credibilidade climática. O Setor Privado: Da Ideologia à Competitividade Para o setor privado, que reconhece cada vez mais que a agenda climática vai além da ideologia, a COP30 deve reforçar a lógica da competitividade e as vantagens dos pioneiros: aqueles que antecipam as mudanças de mercado, investem em resiliência e posicionam suas organizações como líderes na emergente economia de baixo carbono. Green InitiativeTestemunhamos como empresas e destinos que incorporam a transparência em sua jornada climática ganham reputação e resiliência. A capacidade de mensurar, verificar e comunicar o progresso não é mais um diferencial — é um pré-requisito para a participação na próxima economia. Green InitiativeUnindo ambição e impacto em Green InitiativeCompartilhamos dessa convicção. Por meio de nossos Programas de Certificação Climática, Plataforma de Desempenho Climático e serviços de consultoria estratégica, ajudamos organizações e destinos a: Ao transformar compromissos em ações climáticas mensuráveis, verificáveis ​​e transparentes, promovemos uma economia global positiva para o clima e para a natureza — uma economia onde o progresso e a prosperidade se alinham à proteção do nosso planeta. Este artigo foi escrito por Karla de Melo da [nome da organização/instituição]. Green Initiative Equipe. Leitura relacionada

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COP30 em Belém

COP30 em Belém: Quando a ação climática encontra a justiça social

Enquanto a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) acontece em Belém do Pará, o mundo testemunha mais do que apenas mais uma rodada de negociações climáticas. A capital brasileira na Amazônia tornou-se o epicentro de uma conversa mais ampla — uma que posiciona a emergência climática não apenas como uma crise ambiental, mas como uma crise de desigualdade. Das Promessas à Implementação. Por anos, as cúpulas globais giraram em torno de metas e promessas. A COP30, no entanto, marca um ponto de virada. O país anfitrião insiste que a implementação deve agora ocupar o centro das atenções. O presidente Lula lembrou aos delegados que a mudança climática “não é mais uma ameaça do futuro — é uma tragédia do presente”, apontando para inundações, furacões e secas sem precedentes na América Latina e em outras regiões. O apelo ecoa um sentimento compartilhado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que disse aos delegados que não atingir a meta de 1.5 °C é “uma falha moral” (The Guardian). A presidência brasileira da COP30 está, portanto, centrada em “transformar compromissos em realidade”. O plano nacional do país, AdaptAÇÃO, apresentado na conferência, visa fortalecer a resiliência climática em todos os municípios — particularmente aqueles mais vulneráveis ​​a eventos climáticos extremos no Norte e Nordeste do Brasil. Com mais de 92% das cidades brasileiras tendo sofrido desastres relacionados ao clima entre 1991 e 2024, a adaptação não é uma opção; é sobrevivência. Desigualdade no centro da ação climática. A definição da COP30 como uma cúpula sobre justiça climática não é coincidência. A Declaração de Belém, adotada por 43 países e pela UE, vincula explicitamente a ação climática à luta contra a fome e a pobreza. Ela reconhece que aqueles que menos contribuíram para as emissões globais são os que mais sofrem — desde agricultores em regiões semiáridas até comunidades costeiras e amazônicas deslocadas por enchentes. Em um ano marcado pelo aumento da desigualdade e pelo aprofundamento das crises migratórias, essa mensagem ressoa fortemente. “Para sermos positivos em relação ao clima”, disse um delegado, “devemos primeiro ser positivos em relação à equidade”. Green InitiativeEste princípio está profundamente alinhado com a nossa missão: garantir que as certificações climáticas, a restauração de ecossistemas e os modelos de turismo sustentável não só reduzam as emissões, mas também fortaleçam os meios de subsistência daqueles que protegem a natureza na linha de frente. A Amazônia como um Laboratório Vivo: A realização da COP30 no coração da Amazônia carrega um simbolismo profundo. É um lembrete de que a estabilidade climática global depende dos ecossistemas locais — e das comunidades que os habitam e protegem. Líderes indígenas de todo o Brasil e da região subiram ao palco para enfatizar seu papel como guardiões da biodiversidade e da cultura. Sua presença corrige décadas de marginalização: uma declaração clara de que não pode haver justiça climática sem justiça indígena. A estratégia brasileira para a Amazônia, embora ambiciosa, enfrenta contradições. Enquanto o governo destaca energias renováveis, conservação florestal e engajamento indígena, críticos apontam para debates em curso sobre a exploração de petróleo perto do delta do Amazonas — um lembrete da tensão entre desenvolvimento e limites planetários (Le Monde). Impulso Global, Realidades Locais: Além do Brasil, a COP30 atraiu intervenções urgentes de líderes do mundo todo. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lembrou aos delegados que as mudanças climáticas já “ceifaram mais de 20,000 vidas na Espanha nos últimos cinco anos”, enquanto as pequenas nações insulares voltaram a exigir alívio da dívida e mecanismos de financiamento para perdas e danos, a fim de se adaptarem à elevação do nível do mar. Apesar desse progresso — com o mais recente Relatório de Síntese das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) da ONU projetando uma queda de 12% nas emissões globais até 2035 — cientistas alertam que o mundo continua no caminho certo para um aquecimento de pelo menos 2.3 °C. A lacuna entre ambição e implementação permanece o maior desafio de nossa época. Um Apelo à Ação e à Parceria para o Green InitiativeA COP30 reforça a necessidade de soluções climáticas verificadas, lideradas pela comunidade e rastreáveis ​​— desde viagens com impacto climático positivo até a restauração certificada de ecossistemas. Cada árvore plantada, cada destino descarbonizado e cada parceria firmada contribui para alinhar ações positivas para o clima e a natureza com a inclusão social. À medida que os debates da cúpula se desenrolam em Belém, uma verdade se destaca: o caminho para emissões líquidas zero também deve ser um caminho para a equidade. Porque um mundo sustentável é impossível sem justiça — e a verdadeira justiça climática começa com o reconhecimento de que combater as mudanças climáticas significa combater a desigualdade. Este artigo foi escrito por Yves Hemelryck, da [nome da agência/instituição]. Green Initiative Equipe. Artigos relacionados

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Reputação, Soft Power e Governança Multinível O turismo como motor da economia da descarbonização

Reputação, Soft Power e Governança Multinível: O Turismo como motor da economia da descarbonização

O Acordo de Paris estabeleceu uma meta ambiciosa: limitar o aquecimento global a 1.5°C até 2050. Para atingir esse objetivo, governos, empresas e sociedade devem agir em coordenação — e o turismo, responsável por quase 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, é uma parte crucial dessa equação. Green InitiativeAcreditamos que a ação climática vai além da contabilidade de carbono. Trata-se também de reputação, soft power e prosperidade regenerativa. Como costumamos dizer: “Traduzimos carbono em reputação, conectando territórios a narrativas de impacto e construindo pontes entre a ação climática, a confiança e o futuro.” A Economia da Reputação em ação Vivemos na era da Economia da Reputação: organizações e territórios são avaliados pela confiança que inspiram, pela consistência entre discurso e prática e por sua capacidade de gerar impacto positivo. Nesse contexto, a descarbonização também é uma estratégia de reputação. Destinos que se comprometem com ações climáticas transparentes não apenas reduzem as emissões, mas também ganham legitimidade e influência. A reputação é a ponte que conecta a ambição climática, a governança e a competitividade a longo prazo. Governança Multinível como um diferencial e Soft Power A transição para destinos neutros em carbono requer governança multinível: alinhando os compromissos da comunidade local com as políticas nacionais, estruturas multilaterais e investidores globais. Esta é a base do Guia de Ação Climática para Empresas e Destinos Turísticos, lançado por Green Initiative em colaboração com o PNUMA, a ONU Turismo, a UNCTAD, a UNFCCC e parceiros brasileiros. Mais do que uma ferramenta técnica, o guia é um instrumento político: ao fortalecer compromissos coletivos, ele aprimora a reputação dos destinos e abre acesso ao financiamento climático. Bonito, Brasil (MS), tornou-se o primeiro destino de ecoturismo do mundo a obter a certificação de carbono neutro. Machu Picchu, Peru, também atingiu esse marco e o reafirmará em novembro durante o Climate Talks Machu Picchu 2025. Mais do que uma cerimônia, o evento servirá como uma plataforma para discutir governança, logística sustentável e reputação internacional, mostrando como o turismo pode liderar a descarbonização. O desafio da reputação nos mercados de carbono. Um estudo recente da Nasdaq enfatizou a urgência de escalar e garantir liquidez nos mercados de carbono. Para o turismo, isso significa que a viabilidade dos modelos de descarbonização depende não apenas da redução de emissões, mas também de mecanismos de compensação confiáveis. A reputação dos créditos de carbono será a principal linha divisória entre os projetos que geram impacto real e aqueles em risco de greenwashing. É por isso que Green Initiative garante créditos certificados, rastreáveis ​​e reconhecidos internacionalmente, alinhando destinos turísticos com práticas de governança robustas e expectativas dos investidores. Novembro em Machu Picchu: um marco global De 4 a 6 de novembro de 2025, Machu Picchu sediará a 3ª Cerimônia de Certificação de Carbono Neutro, juntamente com o lançamento do primeiro Corredor de Turismo de Carbono Neutro do Peru, conectando Cusco, Machu Picchu e Choquequirao. Este momento chega na hora certa: enquanto os desafios operacionais destacam a necessidade de aprimorar a experiência do visitante, o evento demonstra como avançar com respostas estruturadas — combinando descarbonização, logística confiável e governança transparente. A Coalizão de Patrimônio Mundial e Sítios Emblemáticos – Ação Climática no Turismo será mais do que um compromisso climático: será um convite à melhoria contínua na gestão de destinos, equilibrando preservação, acesso e reputação. Realizado poucos dias antes da COP30 em Belém, Brasil, o evento reforçará que os sítios de patrimônio cultural e natural podem liderar a agenda climática global, traduzindo soft power em cooperação e prosperidade regenerativa. Segundo a UNESCO, as mudanças climáticas já ameaçam muitos dos patrimônios culturais e naturais mais emblemáticos do planeta. Um em cada seis patrimônios mundiais enfrenta riscos diretos de impactos climáticos, enquanto um terço das cidades consideradas Patrimônio Mundial estão localizadas em zonas costeiras expostas à elevação do nível do mar e a condições climáticas extremas. Até 2050, um terço das geleiras nesses locais poderá desaparecer, e prevê-se que quase todos os recifes de corais em áreas consideradas Patrimônio Mundial sofrerão grandes eventos de branqueamento. Esses números alarmantes ressaltam a urgência de integrar a governança climática e o turismo sustentável às estratégias de preservação, garantindo que destinos como Machu Picchu não apenas protejam seu patrimônio, mas também liderem os esforços globais de adaptação e mitigação. Três lições de reputação para destinos turísticos Ao integrar governança, reputação e ação climática, Green Initiative posiciona-se como líder em um movimento pioneiro: transformar destinos em embaixadores da transição para um planeta climaticamente positivo. Em novembro, Machu Picchu consolidará esse modelo — e em Belém, durante a COP30, o turismo pode se afirmar como uma plataforma poderosa de influência, confiança e competitividade sustentável. Este artigo foi escrito por Karla de Melo, da Green Initiative Equipe. Leitura relacionada

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Antes da COP30, Patrimônios Mundiais da UNESCO se unem pela ação climática em Machu Picchu

Antes da COP30, Patrimônios Mundiais da UNESCO se unem pela ação climática em Machu Picchu

O turismo é responsável por quase 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, colocando os destinos sob crescente pressão para descarbonizar e integrar práticas de economia circular. Nesse contexto, os Patrimônios Mundiais da UNESCO estão em uma encruzilhada. Seu valor cultural e natural é insubstituível, e sua visibilidade para milhões de visitantes os torna plataformas poderosas para provar que a ação climática e a preservação do patrimônio podem andar de mãos dadas. Em novembro de 2025, poucos dias antes do mundo se reunir no Brasil para a COP30, Machu Picchu — um dos mais icônicos Patrimônios Mundiais da UNESCO — sediará o Climate Talks Machu Picchu 2025. Este evento histórico de alto nível reunirá líderes do turismo, cultura e ação climática, posicionando os destinos históricos como participantes ativos na formação de soluções climáticas globais. Uma estreia histórica para o patrimônio global Pela primeira vez, os patrimônios culturais e naturais entrarão no palco global da diplomacia climática. Ao alinhar sua missão de preservação com metas ambiciosas de descarbonização, esses locais estão enviando uma mensagem clara: o patrimônio não se trata apenas de salvaguardar o passado, mas de moldar um futuro habitável. No Climate Talks Machu Picchu 2025, os líderes do Patrimônio Mundial irão: Impulso na COP30 Com a COP30 em Belém do Pará se aproximando, esta iniciativa visa injetar nova urgência nas negociações climáticas internacionais. Ao colocar o patrimônio no centro da agenda climática, destinos de renome mundial estão se transformando de símbolos da história em agentes de mudança, ampliando sua autoridade moral para inspirar governos, indústrias e comunidades. Workshop sobre Turismo Circular, patrocinado pela AECID / CANATUR PERU Workshop sobre Turismo Circular, organizado pelo Turismo Circular Perú — um projeto nacional liderado pela CANATUR em colaboração com a AECID. O workshop, realizado com o apoio técnico da Green Initiative, se concentrará no fortalecimento das capacidades locais para otimizar as melhores práticas em circularidade e descarbonização. Ao apoiar as partes interessadas públicas e privadas de Machu Picchu para otimizar práticas sustentáveis, o programa busca aumentar a eficiência, reduzir os impactos ambientais e reforçar o papel do destino como referência global em turismo circular e inteligente em termos climáticos. Celebrando a Liderança Climática Como parte do programa, o Climate Talks Machu Picchu 2025 também sediará a 3ª Cerimônia de Certificação de Carbono Neutro de Machu Picchu, reafirmando o papel pioneiro do destino como referência em turismo sustentável. A agenda inclui visitas técnicas para explorar práticas de economia circular em Machu Picchu, painéis de compartilhamento de conhecimento com representantes de Angkor Wat, Petra, Galápagos, Taj Mahal, Bonito e Tikal, e a assinatura de um Chamado à Ação global. Este encontro marcante não apenas fortalecerá a colaboração local e internacional, mas também celebrará o progresso tangível, garantindo que os locais históricos deem o exemplo no avanço da neutralidade climática. Um compromisso global A iniciativa é convocada pelo Município de Machu Picchu, CANATUR, Inkaterra e o Green Initiative, com o apoio da Embaixada da Alemanha no Peru, da Embaixada do Peru na Índia, da SEVEA (Camboja), do Cristo Redentor (Rio de Janeiro) e do SERNANP, em colaboração com a ONU Turismo e os Escritórios da UNESCO nos Países. Pedro Andrade Corrêa de Brito, Coordenador de Relações Internacionais do Santuário Cristo Redentor, enfatizou: “O Cristo Redentor não é apenas um símbolo de fé e unidade para o Brasil e o mundo, é também um chamado à responsabilidade coletiva. Ao unir forças com Machu Picchu e outros ícones do patrimônio, reafirmamos que proteger nossos tesouros culturais e naturais mais preciosos requer uma ação climática urgente.” Gustavo Santos, Diretor da ONU Turismo para as Américas, acrescentou: “Nossa visão para um setor turístico próspero, alinhado aos grandes desafios que a humanidade deve superar, é clara: o desenvolvimento do turismo e a descarbonização podem — e devem — andar de mãos dadas.” José Koechlin, Presidente da Inkaterra, concluiu: “Destinos patrimoniais como Machu Picchu nos lembram que proteger o passado é inseparável da salvaguarda do futuro. Liderando pelo exemplo e trabalhando juntos além das fronteiras, podemos transformar a ambição climática em ação pragmática. Esta é a responsabilidade de todas as partes da sociedade — e a oportunidade que temos diante de nós.” Ao alinhar cultura, natureza e turismo com metas climáticas ambiciosas, os Sítios do Patrimônio Mundial estão enviando uma mensagem poderosa ao mundo: proteger nosso patrimônio significa proteger nosso futuro. Machu Picchu servirá como o palco onde história, cultura e clima convergem, demonstrando como destinos icônicos podem liderar pelo exemplo e inspirar mudanças em escala global. 📩 Consultas e Participação da Mídia Jornalistas interessados ​​em cobrir o Climate Talks Machu Picchu 2025 ou solicitar mais informações são convidados a entrar em contato conosco pelo e-mail contact@greeninitiative.eco. Nossa equipe terá prazer em fornecer materiais de imprensa, facilitar entrevistas e apoiar a participação da mídia. Green Initiative Time

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COP30 revela dias temáticos e convida o mundo para Belém, Brasil

COP30 revela dias temáticos e convida o mundo para Belém, Brasil

Fonte: Agência Gov (Brasil), 6 de agosto de 2025 Em nota oficial divulgada nesta semana, o governo brasileiro, em parceria com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), anunciou a programação dos dias temáticos da COP30, que ocorrerá em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025. O evento global marca um momento histórico, pois será a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada na Amazônia. Durante entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, enfatizou a intenção do Brasil de oferecer uma cúpula inclusiva e voltada para a ação: “Queremos que a COP30 seja um marco transformador, tanto pelos compromissos assumidos pelos países quanto pelo legado que deixará para a Amazônia, para o Brasil e para o planeta”, disse ele. O calendário temático oficial foi desenvolvido com base em consultas com a sociedade civil, cientistas, governos e representantes indígenas. Segundo Capobianco, os temas foram elaborados para destacar a justiça climática, a biodiversidade, a descarbonização e o desenvolvimento sustentável, garantindo que a Amazônia esteja no centro das negociações climáticas globais. Principais dias temáticos da COP30 Como Ana Toni, CEO da COP30, declarou: “Queremos que cientistas e estudantes, ministros e prefeitos, ativistas e artistas vejam onde eles se encaixam nesta agenda e planejem se juntar a nós em Belém para uma ação coletiva... Este calendário traz clareza aos participantes e impulso ao nosso movimento. Participação é poder.” Datas Temas 10–11 de novembro Adaptação; Cidades; Infraestrutura; Água; Resíduos; Governos locais; Bioeconomia; Economia circular; Turismo 12–13 de novembro Saúde; Empregos; Educação; Cultura; Justiça e direitos humanos; Integridade da informação; Trabalhadores; introdução do Global Ethical Stocktake 14–15 de novembro Energia; Indústria; Transporte; Comércio; Finanças; Mercados de carbono; Gases não CO₂ — apoiando as metas de triplicar as energias renováveis, dobrar a eficiência energética e garantir uma transição justa para os combustíveis fósseis 17–18 de novembro Florestas; Oceanos; Biodiversidade — destacando os povos indígenas, comunidades locais e tradicionais, jovens e pequenos e médios empreendedores 19–20 de novembro Agricultura; Sistemas e segurança alimentar; Pesca; Agricultura familiar; Mulheres; Gênero; Afrodescendentes; além de foco em ciência, tecnologia e inteligência artificial Cada dia temático sediará painéis, debates e sessões técnicas com o objetivo de promover a implementação do Acordo de Paris, promovendo a energia baseada na natureza soluções e apoiar ações climáticas positivas alinhadas com objetivos de desenvolvimento sustentável. A Amazônia como palco climático global Belém, capital do Pará, se prepara para receber mais de 30,000 mil participantes do mundo todo. O governo está investindo em infraestrutura, medidas de sustentabilidade e plataformas digitais para garantir acessibilidade, transparência e responsabilidade de carbono durante o evento. Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, reforçou a importância de sediar a COP30 na Amazônia: “Queremos que o mundo veja a Amazônia não apenas como um lugar que precisa de proteção, mas como um lugar de soluções, de ciência, de cultura e de esperança”. A escolha de Belém como cidade-sede reflete um esforço estratégico para posicionar o bioma amazônico no centro das discussões climáticas globais, chamando a atenção para o papel das florestas tropicais no sequestro de carbono, nos serviços ecossistêmicos e na gestão ambiental indígena.Green InitiativeGreen Initiative, reconhecemos a urgência de garantir que soluções positivas para o clima e a natureza sejam dimensionadas e reconhecidas em fóruns globais como a COP30. Aplaudimos o foco na governança territorial, na participação inclusiva e no alinhamento temático, particularmente em torno de soluções baseadas em florestas e na transição energética. Como parte do nosso compromisso, continuaremos a apoiar as partes interessadas privadas e institucionais que buscam criar um impacto mensurável para as pessoas e o planeta. Este artigo foi escrito por Yves Hemelryck, do Green Initiative Leitura relacionada à equipe

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Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, lança certificação climática Uma nova era para o turismo sustentável e patrimônios mundiais da UNESCO

Cristo Redentor Lidera Caminho para a COP30: Ação Climática no Turismo para um Futuro Resiliente

Santuário Cristo Redentor, Rio Book e Green Initiative Assinar acordo de colaboração para lançar a certificação climática deste icônico Patrimônio Mundial da UNESCO Alinhado com os esforços do Turismo da ONU para promover as melhores práticas de turismo sustentável em toda a região e inspirado pelas conquistas de Machu Picchu, o Santuário Cristo Redentor, Rio Book e Green Initiative assinaram um acordo de colaboração para lançar o processo de certificação climática do Cristo Redentor — um marco cultural e religioso emblemático reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO. “Nossa visão para um setor turístico próspero, alinhado aos grandes desafios que a humanidade deve superar, é clara: o desenvolvimento do turismo e a descarbonização podem — e devem — andar de mãos dadas. Por meio desta iniciativa, alavancando o poderoso simbolismo do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, pretendemos levar esta mensagem não apenas para outros destinos na região, mas para o mundo inteiro.” — Gustavo Santos, Diretor de Turismo da ONU para as Américas Localizado dentro do exuberante Parque Nacional da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, o Cristo Redentor se destaca como um poderoso símbolo da interconexão entre cultura, espiritualidade e natureza. O Santuário lidera uma agenda robusta de sustentabilidade ambiental por meio de suas instituições, como o Instituto Redentor e a Obra Social Leste Um, coordenadas pelo Consórcio Cristo Sustentável. Guiado pela Agenda 2030 das Nações Unidas e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Santuário está progressivamente internalizando as melhores práticas em governança ambiental e social, visando gerar um impacto climático positivo em todas as suas atividades. “O Cristo Redentor, símbolo universal de acolhimento e inclusão, está a caminho do seu centenário em 2031, consolidando-se como o primeiro destino turístico cultural e religioso do Brasil a atingir esse nível de comprometimento com a sustentabilidade climática na gestão de suas atividades. Nosso planejamento estratégico e governança visam integrar as melhores práticas ambientais, com o objetivo de posicionar nosso monumento como um agente comunicador que transmita a necessidade urgente do cuidado integral da nossa casa comum.” — Padre Omar Raposo, Reitor do Santuário Cristo Redentor Em 24 de abril, durante um evento histórico realizado em Belém do Pará, o Santuário assinou dois acordos estratégicos. Primeiro, um Protocolo de Intenções com o Governo do Estado do Pará para avançar conjuntamente nas agendas de clima e sustentabilidade antes da COP30. Em segundo lugar, um acordo de colaboração com a Rio Book e Green Initiative iniciar o processo de certificação climática da gestão do Cristo Redentor, com uma estratégia progressiva para alcançar um impacto climático positivo. Por meio dessa colaboração, o Cristo Redentor passará por um processo abrangente de certificação climática com o objetivo de avaliar e mitigar sua pegada de carbono, integrando a ação climática ao centro de seu modelo de gestão. “Participar do processo de Certificação Carbono Neutro do Cristo Redentor é uma tremenda honra e prazer. Com o apoio da ONU Turismo, juntamente com o apoio de autoridades públicas e instituições do setor privado, teremos um projeto único! Além de Green InitiativeCom o trabalho da Rio Book, mobilizaremos talentos para organizar eventos, exposições de fotografia nacionais e internacionais, shows, documentários… Enfim, uma rede poderosa de comunicação e realizações dignas deste grande projeto.” — Ricardo Amaral, Diretor da Rio Book “Esta colaboração reflete nosso compromisso em posicionar a ação climática como um elemento central do turismo regenerativo e sustentável. Green InitiativeAcreditamos que locais icônicos como o Cristo Redentor têm o poder de inspirar mudanças globais — não apenas por meio da liderança ambiental, mas também pelo envolvimento de comunidades, visitantes e parceiros em uma jornada coletiva em direção a um futuro climático positivo.” — Tatiana Otaviano, Gerente de Relacionamento em Green Initiative É importante ressaltar que, por meio desse processo, o Cristo Redentor alinhará seus esforços com a Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo. Lançada na COP26 em 2021, a Declaração de Glasgow foi endossada por mais de 700 organizações em todo o mundo e convoca as partes interessadas do turismo a reduzir as emissões pela metade até 2030 e atingir o zero líquido até 2050. Ela descreve cinco caminhos para a ação: Medir, Descarbonizar, Regenerar, Colaborar e Financiar. Ao aderir a esses princípios por meio do processo de certificação, o Cristo Redentor fortalecerá ainda mais sua estrutura de governança e servirá de modelo para Patrimônios Mundiais da UNESCO em todo o mundo, ilustrando como o turismo, a preservação do patrimônio cultural e a ação climática podem ser pilares que se reforçam mutuamente para o desenvolvimento sustentável. Baseada em padrões internacionais e Green InitiativeCom a abordagem da , o objetivo geral do projeto é internalizar as ações de mitigação climática nas práticas de gestão do Santuário. Ao fazer isso, o processo de certificação ajudará a reforçar as iniciativas sociais, culturais e ambientais em andamento lideradas pelo Santuário, ao mesmo tempo em que identificará e tornará visíveis novas oportunidades para ações climáticas, conservação da natureza e programas culturais comunitários. Essa abordagem integrada contribuirá para ampliar o impacto e o alcance do projeto, fortalecendo o papel do Cristo Redentor como catalisador para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. O processo de certificação envolverá uma medição e análise completas do balanço de emissões de gases de efeito estufa associado às operações e atividades do local. Ele identificará e reforçará os esforços de mitigação existentes, ao mesmo tempo em que explorará novas oportunidades para captura de carbono e eficiência de recursos. Culminará no desenvolvimento de um Plano de Ação Climática abrangendo o período de 2025 a 2030, projetado para orientar investimentos estratégicos, melhorias operacionais e iniciativas sociais, culturais e climáticas de longo prazo. Um passo estratégico rumo à COP30 A iniciativa chega em um momento crucial, enquanto o Brasil se prepara para sediar a COP30 de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará — a primeira vez que uma Conferência do Clima da ONU será realizada na região amazônica, um ecossistema globalmente significativo para a estabilidade climática. Desde o lançamento da Declaração de Glasgow, o setor do turismo vem construindo um argumento convincente para seu papel no enfrentamento da crise climática. Esse impulso ganhou força significativa na COP29 em Baku, Azerbaijão, onde o turismo foi celebrado por meio do Dia Inaugural do Turismo e Ação Climática, ressaltando o crescente reconhecimento do setor como um impulsionador de soluções climáticas e ações positivas para a natureza. A certificação climática do Cristo Redentor se alinha a esses movimentos globais e serve como uma contribuição estratégica para os esforços do Brasil e da região em geral para demonstrar que o turismo pode ser uma força poderosa para o bem. Ao posicionar um Patrimônio Mundial da UNESCO como líder em mitigação climática,

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Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) em 2025 Progresso, Desafios e Impacto Global

Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) em 2025: Progresso, Desafios e Impacto Global

O que são Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)? Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) são planos de ação climática submetidos por países sob o Acordo de Paris, um tratado internacional adotado em 2015 para limitar o aquecimento global e fortalecer as respostas globais às mudanças climáticas. para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar o aquecimento global. Esses compromissos são cruciais na luta global contra as mudanças climáticas, com atualizações periódicas necessárias para aumentar as ambições e alinhar-se com a meta de 1.5 °C estabelecida pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Atualização das NDCs de 2025: Onde os países estão? Em fevereiro de 2025, apenas 13 das 195 nações signatárias enviaram suas NDCs atualizadas antes do prazo de 10 de fevereiro de 2025. Entre os principais países a cumprir o prazo de envio estão: As NDCs atuais são suficientes para atingir as metas do Acordo de Paris? Apesar de algum progresso, a resposta climática global geral permanece inadequada. A UNFCCC alerta que os atuais planos climáticos nacionais só conseguirão uma redução de 2.6% nas emissões globais de gases de efeito estufa até 2030, muito abaixo da redução necessária de 43% para limitar o aquecimento a 1.5°C acima dos níveis pré-industriais. Além disso, eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor recordes e furacões intensificados, ressaltam a necessidade urgente de esforços de mitigação mais agressivos. A UNFCCC alerta que os atuais planos climáticos nacionais só conseguirão uma redução de 2.6% nas emissões globais de gases de efeito estufa até 2030, muito abaixo da redução necessária de 43% para limitar o aquecimento a 1.5°C acima dos níveis pré-industriais. Principais desafios para atingir as metas das NDC O papel da COP30 no fortalecimento dos compromissos climáticos A próxima conferência da COP30 no Brasil apresenta uma oportunidade crítica para: Visite o site do país anfitrião da COP30. Conclusão: Ação urgente necessária para fortalecer as metas climáticas globais Embora países como os EUA, Japão e Emirados Árabes Unidos tenham estabelecido metas ambiciosas de redução de emissões, a resposta global ainda está aquém. Para evitar impactos climáticos catastróficos, são necessários esforços imediatos e intensificados para o alinhamento com as metas do Acordo de Paris. O combate às mudanças climáticas exige ações urgentes, coletivas e sustentadas. Pronto para alinhar suas práticas com a ação climática? Entre em contato conosco hoje mesmo para saber como Green Initiative Podemos ajudá-lo a alcançar um impacto mensurável na mitigação climática por meio de ações responsáveis ​​e transparentes. Entre em contato conosco em https://greeninitiative.eco/contact/ Este artigo foi escrito por Marc Tristant do Green Initiative Equipe. Artigos relacionados

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