CANATUR

Peru é o primeiro país da América Latina a consagrar um roteiro para a economia circular no turismo.

Turismo Sustentável: O Pioneiro

O Peru tornou-se o primeiro país da América Latina a consagrar um roteiro para a economia circular como parte de sua política nacional de ação climática no turismo. Em 27 de março, por decreto executivo, o Peru fez história discretamente. O governo de José María Balcázar Zelada assinou o Decreto Supremo nº 003-2026-MINCETUR, aprovando o Roteiro da Economia Circular para o Turismo até 2030 — o primeiro instrumento juridicamente vinculativo desse tipo na América Latina. A escolha do momento não foi acidental. Com o setor turístico do Peru se preparando para a COP31 na Turquia, e a Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo — o compromisso climático coletivo mais ambicioso do setor, com mais de 850 organizações signatárias — defendendo exatamente esse tipo de arquitetura política nacional, o Peru se destacou como o porta-estandarte da região. A declaração, lançada na COP26, apela a todos os signatários para que reduzam para metade as emissões do turismo até 2030 e alcancem emissões líquidas zero antes de 2050. O que antes era uma promessa global agora tem, pela primeira vez nas Américas, um arcabouço legal nacional que a respalda. Os números apresentados no roteiro indicam uma oportunidade futura significativa. Embora a circularidade não seja atualmente um fator importante para o PIB do turismo, o governo prevê que, até 2030, a implementação dessas práticas poderá injetar 1.2 bilhão de soles (aproximadamente US$ 345 milhões) na economia do setor. Paralelamente a esse crescimento, espera-se a criação de quase 31,000 novos empregos em atividades de turismo sustentável ao longo de cadeias de valor circulares. As metas ambientais, segundo o MINCETUR, são igualmente ambiciosas: a mitigação de 74 milhões de toneladas de CO₂ equivalente e a restauração de mais de 2 milhões de hectares de ecossistemas e patrimônio natural e cultural. Para o Ministro do Comércio e Turismo, José Reyes Llanos, a lógica é simples. “O turismo é uma das atividades com maior capacidade de gerar oportunidades”, afirmou ele no lançamento oficial do roteiro. “Mas também enfrenta um desafio óbvio: crescer sem comprometer os próprios recursos que tornam possível o seu desenvolvimento.” Essa tensão — entre o crescimento e os fundamentos ambientais que o sustentam — é precisamente o que o roteiro visa gerir. Da Declaração ao Decreto: O roteiro surge de um ano de trabalho técnico e participativo, reunindo agências públicas, operadores privados, academia, sociedade civil e comunidades. A arquitetura legal é igualmente robusta: a implementação é supervisionada em conjunto pelo MINCETUR e pelo Ministério do Meio Ambiente (MINAM), com um mecanismo integrado para revisão periódica e uma comissão setorial — concebida para consolidar uma plataforma de governança multissetorial. Para o Escritório de Turismo das Nações Unidas para as Américas, a importância da iniciativa do Peru vai muito além de suas fronteiras. Heitor Kadri, representante regional do escritório, foi inequívoco sobre o que este momento representa para a agenda global: “Aplaudimos o esforço do Peru em posicionar a circularidade como uma estratégia para a ação climática, a sustentabilidade e a competitividade, traduzindo seu compromisso em um instrumento político viável, em consonância com os requisitos da Declaração de Glasgow. Para as Américas, isso serve como uma referência relevante que pode inspirar outros países da região e do mundo. O Departamento de Turismo das Nações Unidas continuará a apoiar ativamente o Peru na implementação e no compartilhamento de sua experiência.” — Heitor Kadri, Representante do Departamento de Turismo das Nações Unidas para as Américas. Competitividade, não apenas conformidade. Sophia Dávila, Diretora de Assuntos de Turismo Ambiental do MINCETUR e responsável pela elaboração técnica do roteiro, faz questão de enquadrar o instrumento em termos competitivos, e não regulatórios: “Este roteiro é o resultado de um amplo processo participativo. Até 2030, o Peru será conhecido não apenas por suas maravilhas, mas também por sua circularidade no turismo. Estamos transformando toda a cadeia de valor — da redução de resíduos à eficiência hídrica, garantindo que a visita de cada turista deixe uma pegada positiva em nosso território.” – Sophia Dávila, Diretora de Assuntos de Turismo Ambiental do MINCETUR. Essa abordagem reflete uma escolha estratégica deliberada. Em uma região onde os operadores privados há muito tempo descartam as exigências ambientais como custos irrecuperáveis, o Peru está ancorando suas metas mais amplas de ação climática diretamente nos resultados financeiros. Posicionar a circularidade como um fator de competitividade empresarial, em vez de um ônus de conformidade regulatória, é a maneira mais segura de acelerar os investimentos da indústria em modelos de negócios de baixo carbono. A Coalizão por Trás da Política: A jornada do roteiro, do conceito ao decreto, foi liderada pelo MINCETUR e apoiada pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) por meio do projeto “Turismo Circular Perú” — oficialmente intitulado Coalizão para um Turismo Circular, Inclusivo e Inteligente em Relação ao Clima — que a CANATUR, câmara nacional de turismo do Peru, liderou como organização executora.Green InitiativeGreen InitiativeAtuando como um parceiro consultivo fundamental, Green Initiative A empresa apoiou aspectos essenciais do processo, fornecendo as estruturas metodológicas necessárias para uma tomada de decisão consistente e bem fundamentada. Essa função consultiva faz parte do compromisso mais amplo da empresa em apoiar as políticas e práticas de ação climática do Peru, orientando estratégias de turismo circular e sustentável em destinos como Machu Picchu, Ollantaytambo, Choquequirao e Cabo Blanco. O Caminho para a Turquia: Com a COP31 no horizonte e o turismo agora integrado ao roteiro climático global pela primeira vez, a questão não é mais se o setor pode contribuir para a ação climática, mas sim quais países ajudarão a definir como. A experiência acumulada pelo Peru e seus recentes compromissos políticos o posicionam como uma referência confiável para a região e, potencialmente, para além dela, caso a ambição continue a se traduzir em implementação. O roteiro da economia circular tem um peso institucional significativo: suas metas são vinculativas, e não apenas aspiracionais, e sua estrutura de governança é construída em torno de uma comissão com mandato formal, em vez de um órgão consultivo. Para uma região que historicamente tem lutado para converter a ambição ambiental em políticas duradouras, essa distinção importa — e vale a pena acompanhar de perto. Preparado por Yves

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Machu Picchu lidera a ação climática global com sua terceira certificação de carbono neutro.

Machu Picchu lidera a ação climática global com sua terceira certificação de carbono neutro.

Green Initiative, consolidando sua liderança no movimento global por um turismo positivo para o clima e para a natureza. Um caminho mensurável rumo à descarbonização: Entre 2019 e 2024, Machu Picchu alcançou uma redução de 7.26% na sua pegada de carbono por turista, ao mesmo tempo que aumentou a captura de carbono através de projetos de reflorestamento e restauração ecológica. Esses resultados não são simbólicos — são mensuráveis, verificáveis ​​e replicáveis, comprovando que a descarbonização do turismo é possível quando dados, ciência e colaboração convergem. Por trás dessa conquista está um rigoroso processo de medição, redução e compensação, alinhado com padrões internacionais como o Protocolo de Gases de Efeito Estufa e as Diretrizes do IPCC. As emissões residuais foram compensadas por meio da aposentadoria de créditos de carbono de alta integridade, garantindo a integridade climática e a transparência em todos os níveis de relatórios. Um modelo construído sobre a colaboração. A certificação reflete quatro anos de trabalho liderado pelo Município de Machu Picchu, em colaboração com PROMPERÚ, Inkaterra, AJE Group, BAM (Bosques Amazônicos), SERNANP, Ministério da Cultura do Peru (Diretoria Descentralizada de Cultura de Cusco), Tetra Pak, juntamente com parceiros como CANATUR, LATAM Airlines, MSC, Inka Rail, Peru Rail, Belmond e World Xchange. O processo também integrou a cooperação técnica com o Turismo das Nações Unidas, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a UNCTAD, a Iniciativa Peruana de Turismo Circular, o Consulado da Embaixada da Alemanha no Peru e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Trata-se de uma aliança público-privada e multilateral que transformou a ambição em ações mensuráveis ​​— uma estrutura que agora inspira transições semelhantes em destinos como Cabo Blanco, Bonito e Cristo Redentor.    Por que isso importa agora? Uma década após o Acordo de Paris, e enquanto o mundo se prepara para a COP30, Machu Picchu se ergue como uma prova tangível de que a ambição climática pode se traduzir em resultados práticos. Seu modelo combina práticas de economia circular — como pirólise para produção de biochar, geração de biodiesel a partir de óleos usados ​​e reciclagem de plásticos PET, embalagens e vidro — com melhorias na mobilidade sustentável por meio de veículos elétricos. A integração dessas estratégias aumenta a resiliência do destino às mudanças climáticas, fortalecendo seu papel como referência para o turismo regenerativo e de baixo carbono. Todo o processo segue os princípios de transparência e rastreabilidade promovidos pela estrutura do Turismo Circular Peru, em consonância com os compromissos da Declaração de Glasgow para Ação Climática no Turismo, liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Turismo. Em direção ao primeiro Corredor Turístico Neutro em Carbono do mundo: Com base nesse sucesso, Machu Picchu está agora liderando a criação do primeiro Corredor Turístico Neutro em Carbono do mundo, conectando municípios distritais de Machu Picchu a Cusco, incluindo Choquequirao. A iniciativa visa reduzir as emissões regionais, fomentar o investimento público e privado e promover a mobilidade sustentável, criando simultaneamente uma experiência para os visitantes mais inclusiva e amiga do clima. Ao mesmo tempo, Machu Picchu está expandindo seu alcance por meio da colaboração internacional com outros sítios emblemáticos do Patrimônio Mundial, como Angkor Wat (Camboja) e Petra (Jordânia), para trocar as melhores práticas que acelerem o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris e da Declaração de Glasgow. Vozes que inspiram a transformação global “A Prefeitura do Distrito de Machu Picchu reafirma seu compromisso com o monitoramento contínuo de nossa pegada de carbono e com a promoção de políticas que fomentem uma economia circular e regenerativa em harmonia com a natureza.” — Elvis La Torre, Prefeito de Machu Picchu “Por meio da colaboração público-privada e multilateral, podemos alcançar resultados notáveis ​​na descarbonização da economia.” A experiência acumulada aqui — e que pretendemos replicar em todo o mundo — demonstra que o turismo e a ação climática devem caminhar juntos.” — Gustavo Santos, Diretor Regional para as Américas, Organização das Nações Unidas para o Turismo. “A liderança de Machu Picchu destaca o impacto de anos de coleta e padronização de dados científicos. A ação climática torna-se tangível quando fundamentada na ciência e na colaboração.” — Daniel Galván Pérez, Mudanças Climáticas da ONU “Machu Picchu não representa apenas a grandeza de nossa história e cultura, mas também o compromisso do Peru com um futuro sustentável. Ser o primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade a alcançar a neutralidade de carbono é um marco que reflete como o turismo pode ser uma força positiva para a conservação e o desenvolvimento. Hoje, viajantes do mundo todo buscam experiências que os conectem com a natureza e respeitem o meio ambiente; Machu Picchu demonstra que é possível vivenciar o patrimônio cultural em harmonia com o planeta. Essa conquista nos inspira a continuar promovendo um turismo que protege, valoriza e transforma.” — María del Sol Velásquez, Diretora de Promoção Turística da PROMPERÚ “A certificação de Machu Picchu como destino neutro em carbono marcou um marco na gestão ambiental do turismo peruano. Essa conquista abre a oportunidade para avançar rumo a um modelo mais ambicioso, no qual os destinos turísticos fortaleçam a eficiência no uso de recursos, reduzam sua pegada de carbono, incentivem a inovação e consolidem a participação das comunidades locais. No MINCETUR, trabalhamos para garantir que este exemplo inspire outros destinos a avançarem no caminho da sustentabilidade e da resiliência, em consonância com os compromissos climáticos do país.” — Sophia Dávila, Diretora da Direção de Assuntos de Turismo Ambiental do MINCETUR. “O turismo impulsiona o crescimento em muitos países em desenvolvimento, mas seu futuro precisa ser sustentável. A Certificação de Carbono Neutro de Machu Picchu é um exemplo de que é possível alinhar as metas de descarbonização com o desenvolvimento econômico, tornando o setor um verdadeiro aliado da ação climática.” — Claudia Contreras, Oficial de Assuntos Econômicos da UNCTAD. “O turismo não apenas movimenta economias — ele movimenta memórias, territórios e propósitos compartilhados. Na CANATUR PERU, promovemos uma rede colaborativa dentro do setor que busca transformar cada destino em um polo de sustentabilidade, rastreabilidade e resiliência. Machu Picchu permanece hoje como o símbolo vivo dessa transformação, lembrando-nos que o patrimônio não é simplesmente preservado — ele é gerenciado com legitimidade, sensibilidade e uma visão compartilhada.” — Carlos Loayza, Gerente Geral da CANATUR. “A Certificação de Carbono Neutro simboliza o que acontece quando as empresas agem com propósito. No Grupo AJE, reafirmamos nosso compromisso com soluções que combinam inovação, sustentabilidade e bem-estar social.” — Jorge Lopes-Dóriga, Diretor de Comunicação e Sustentabilidade do Grupo AJE

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Turismo Circular no Peru: Um Modelo para Destinos Positivos em Clima e Natureza

Turismo Circular no Peru: Um Modelo para Destinos Positivos em Clima e Natureza

O projeto Turismo Circular Peru, liderado pela Câmara Nacional de Turismo do Peru (CANATUR), com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), da União Europeia e da parceria técnica de Green InitiativeO projeto emergiu como um modelo pioneiro na integração dos princípios da economia circular, da ação climática e da sustentabilidade ao turismo. Cabo Blanco e Machu Picchu: Laboratórios Vivos para o Turismo Circular. Em destinos emblemáticos como Cabo Blanco e Machu Picchu, o projeto desenvolveu oficinas técnicas, avaliações da pegada de carbono e programas de capacitação para atores públicos, privados e comunitários. Esses esforços visam reduzir os impactos ambientais, promover práticas regenerativas e estabelecer modelos replicáveis ​​de turismo de baixa emissão e climaticamente inteligente no Peru e em outros países. As principais conquistas incluem: Impactos Técnicos: Da Mensuração à Ação. Do ponto de vista técnico, o projeto desenvolveu indicadores de desempenho climático para mensurar, reduzir e compensar as emissões de gases de efeito estufa. Também introduziu um guia metodológico para o turismo circular adaptado aos ecossistemas costeiros e marinhos do Peru. As iniciativas incluem a promoção da eficiência energética, hídrica e de resíduos, juntamente com práticas de ecodesign, revalorização de materiais e princípios da economia azul, reforçando a cadeia de valor do turismo sustentável em toda a região. Economia Circular e Sustentabilidade: Um Novo Paradigma para o Turismo. A estrutura da economia circular busca manter os recursos em uso pelo maior tempo possível, reduzir o desperdício e regenerar os sistemas naturais — substituindo o modelo linear tradicional de “extrair-produzir-descartar”. Alinhada aos princípios da sustentabilidade, essa abordagem equilibra o bem-estar econômico, social e ambiental, garantindo a conservação dos recursos para as gerações futuras. Ela também fortalece a ação climática, promovendo soluções tangíveis para mitigar as emissões e aumentar a resiliência às mudanças climáticas. Colaboração Multissetorial: Conectando Turismo, Ciência e Comunidade. No cerne do projeto está a colaboração multissetorial, reunindo diversos atores para impulsionar mudanças sistêmicas: Rumo a um Modelo Replicável para o Futuro do Turismo. O Turismo Circular Peru demonstra que sustentabilidade e rentabilidade não são objetivos opostos, mas pilares complementares do turismo do futuro. Ao integrar ciência, comunidade, cultura e conservação, o projeto redefine a forma como os destinos lidam com os desafios climáticos. Com Cabo Blanco e Machu Picchu como exemplos vivos, o Peru está estabelecendo um precedente para o turismo positivo para o clima e a natureza — um turismo que não só impulsiona a prosperidade econômica, mas também restaura ecossistemas e empodera as pessoas. Este artigo foi escrito por Tatiana Otaviano do Green Initiative Equipe. Leitura relacionada

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Cabo Blanco avança na circularidade e na descarbonização do turismo no Peru

Cabo Blanco avança na circularidade e na descarbonização do turismo no Peru

Em 1º de outubro de 2025, graças ao projeto Turismo Circular Peru liderado pela Canatur com o apoio financeiro da AECID – Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo e da União Europeia, um workshop ocorreu em El Alto, reunindo autoridades, organizações parceiras e representantes da comunidade local. O encontro marcou o início de um processo histórico para posicionar Cabo Blanco como uma referência internacional em ação climática e turismo sustentável por meio da circularidade. Construindo Turismo Circular em Cabo Blanco O workshop foi liderado pelo Município Distrital de El Alto, em colaboração com CANATUR, Inkaterra, Olas Perú e Turismo Circular Peru. Juntos, eles exploraram como os princípios da economia circular e as estratégias de descarbonização podem transformar Cabo Blanco em um centro de turismo de surfe sustentável. Os participantes enfatizaram a importância de reduzir as emissões, adotar modelos de negócios circulares e criar cadeias de valor locais que beneficiem a comunidade. O evento também demonstrou como o projeto Turismo Circular Peru fortalece as capacidades locais, garantindo que a sustentabilidade não seja apenas uma visão, mas também uma prática concreta e mensurável. Insights e Contribuições As principais intervenções durante o workshop incluíram: Por meio de dinâmicas participativas, os participantes trabalharam em soluções práticas para reduzir o desperdício, otimizar recursos e fortalecer o posicionamento de Cabo Blanco na Rede Internacional de Cidades do Surfe. Próximos Passos Este workshop é o primeiro de um ciclo de atividades delineadas na agenda do projeto, que incluirá: Essas etapas visam consolidar Cabo Blanco como uma referência nacional e internacional para o turismo sustentável, circular e regenerativo. Um Compromisso Compartilhado O Projeto de Turismo Circular de Cabo Blanco é possível graças à liderança do Município Distrital de El Alto e ao compromisso de parceiros como a AECID, a União Europeia, a CANATUR, a Inkaterra, a Olas Perú e o Turismo Circular Peru. Green Initiative contribui com assistência técnica. A força motriz por trás dessa transformação é o esforço coletivo de parceiros e da comunidade local, trabalhando em conjunto para construir um modelo de turismo mais resiliente, inclusivo e circular no norte do Peru. Este artigo foi escrito por Virna Chavez, da Green Initiative Equipe. Leitura relacionada

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Antes da COP30, Patrimônios Mundiais da UNESCO se unem pela ação climática em Machu Picchu

Antes da COP30, Patrimônios Mundiais da UNESCO se unem pela ação climática em Machu Picchu

O turismo é responsável por quase 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, colocando os destinos sob crescente pressão para descarbonizar e integrar práticas de economia circular. Nesse contexto, os Patrimônios Mundiais da UNESCO estão em uma encruzilhada. Seu valor cultural e natural é insubstituível, e sua visibilidade para milhões de visitantes os torna plataformas poderosas para provar que a ação climática e a preservação do patrimônio podem andar de mãos dadas. Em novembro de 2025, poucos dias antes do mundo se reunir no Brasil para a COP30, Machu Picchu — um dos mais icônicos Patrimônios Mundiais da UNESCO — sediará o Climate Talks Machu Picchu 2025. Este evento histórico de alto nível reunirá líderes do turismo, cultura e ação climática, posicionando os destinos históricos como participantes ativos na formação de soluções climáticas globais. Uma estreia histórica para o patrimônio global Pela primeira vez, os patrimônios culturais e naturais entrarão no palco global da diplomacia climática. Ao alinhar sua missão de preservação com metas ambiciosas de descarbonização, esses locais estão enviando uma mensagem clara: o patrimônio não se trata apenas de salvaguardar o passado, mas de moldar um futuro habitável. No Climate Talks Machu Picchu 2025, os líderes do Patrimônio Mundial irão: Impulso na COP30 Com a COP30 em Belém do Pará se aproximando, esta iniciativa visa injetar nova urgência nas negociações climáticas internacionais. Ao colocar o patrimônio no centro da agenda climática, destinos de renome mundial estão se transformando de símbolos da história em agentes de mudança, ampliando sua autoridade moral para inspirar governos, indústrias e comunidades. Workshop sobre Turismo Circular, patrocinado pela AECID / CANATUR PERU Workshop sobre Turismo Circular, organizado pelo Turismo Circular Perú — um projeto nacional liderado pela CANATUR em colaboração com a AECID. O workshop, realizado com o apoio técnico da Green Initiative, se concentrará no fortalecimento das capacidades locais para otimizar as melhores práticas em circularidade e descarbonização. Ao apoiar as partes interessadas públicas e privadas de Machu Picchu para otimizar práticas sustentáveis, o programa busca aumentar a eficiência, reduzir os impactos ambientais e reforçar o papel do destino como referência global em turismo circular e inteligente em termos climáticos. Celebrando a Liderança Climática Como parte do programa, o Climate Talks Machu Picchu 2025 também sediará a 3ª Cerimônia de Certificação de Carbono Neutro de Machu Picchu, reafirmando o papel pioneiro do destino como referência em turismo sustentável. A agenda inclui visitas técnicas para explorar práticas de economia circular em Machu Picchu, painéis de compartilhamento de conhecimento com representantes de Angkor Wat, Petra, Galápagos, Taj Mahal, Bonito e Tikal, e a assinatura de um Chamado à Ação global. Este encontro marcante não apenas fortalecerá a colaboração local e internacional, mas também celebrará o progresso tangível, garantindo que os locais históricos deem o exemplo no avanço da neutralidade climática. Um compromisso global A iniciativa é convocada pelo Município de Machu Picchu, CANATUR, Inkaterra e o Green Initiative, com o apoio da Embaixada da Alemanha no Peru, da Embaixada do Peru na Índia, da SEVEA (Camboja), do Cristo Redentor (Rio de Janeiro) e do SERNANP, em colaboração com a ONU Turismo e os Escritórios da UNESCO nos Países. Pedro Andrade Corrêa de Brito, Coordenador de Relações Internacionais do Santuário Cristo Redentor, enfatizou: “O Cristo Redentor não é apenas um símbolo de fé e unidade para o Brasil e o mundo, é também um chamado à responsabilidade coletiva. Ao unir forças com Machu Picchu e outros ícones do patrimônio, reafirmamos que proteger nossos tesouros culturais e naturais mais preciosos requer uma ação climática urgente.” Gustavo Santos, Diretor da ONU Turismo para as Américas, acrescentou: “Nossa visão para um setor turístico próspero, alinhado aos grandes desafios que a humanidade deve superar, é clara: o desenvolvimento do turismo e a descarbonização podem — e devem — andar de mãos dadas.” José Koechlin, Presidente da Inkaterra, concluiu: “Destinos patrimoniais como Machu Picchu nos lembram que proteger o passado é inseparável da salvaguarda do futuro. Liderando pelo exemplo e trabalhando juntos além das fronteiras, podemos transformar a ambição climática em ação pragmática. Esta é a responsabilidade de todas as partes da sociedade — e a oportunidade que temos diante de nós.” Ao alinhar cultura, natureza e turismo com metas climáticas ambiciosas, os Sítios do Patrimônio Mundial estão enviando uma mensagem poderosa ao mundo: proteger nosso patrimônio significa proteger nosso futuro. Machu Picchu servirá como o palco onde história, cultura e clima convergem, demonstrando como destinos icônicos podem liderar pelo exemplo e inspirar mudanças em escala global. 📩 Consultas e Participação da Mídia Jornalistas interessados ​​em cobrir o Climate Talks Machu Picchu 2025 ou solicitar mais informações são convidados a entrar em contato conosco pelo e-mail contact@greeninitiative.eco. Nossa equipe terá prazer em fornecer materiais de imprensa, facilitar entrevistas e apoiar a participação da mídia. Green Initiative Time

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Machu Picchu alcança redução significativa nas emissões de carbono desde a certificação de 2021

A jornada de Machu Picchu rumo à neutralidade de carbono: acelerando investimentos públicos e privados em descarbonização

Machu Picchu, Peru – Liderando a Ação Climática no Turismo Em meio aos exuberantes Andes peruanos, Machu Picchu — um dos marcos culturais e naturais mais emblemáticos do mundo — está redefinindo o que significa ser um destino turístico sustentável. Com mais de 1.5 milhão de visitantes por ano, o desafio era imenso — mas a vontade de agir era ainda maior. Em uma entrevista recente para o Observatório de Descarbonização e Economia Circular da Câmara Nacional de Turismo (CANATUR), Elvis La Torre, Prefeito do Município Distrital de Machu Picchu, compartilhou as ambiciosas metas climáticas da região, as conquistas até o momento e as lições cruciais para o setor turístico global. Um Começo Ousado: Por que Machu Picchu Optou pela Descarbonização O projeto de descarbonização começou oficialmente em 2021, liderado pelo Município Distrital de Machu Picchu, em colaboração com a Inkaterra Asociación e Green InitiativeA decisão foi tomada em resposta à necessidade urgente de reduzir o impacto ambiental do turismo de massa e de moldar um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável após a crise da COVID-19. Usando 2019 como ano base, Machu Picchu iniciou o processo de Certificação de Carbono Neutro e logo se tornou o primeiro Patrimônio Mundial da UNESCO a receber esse reconhecimento. Em 2022, o destino tornou-se signatário da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, reforçando ainda mais sua liderança em turismo climático inteligente. "Esta certificação, liderada por Green Initiative", nos deu a oportunidade de posicionar Machu Picchu como líder global em turismo climático inteligente", disse o Prefeito La Torre na entrevista à CANATUR. Resultados Climáticos Tangíveis: Do Resíduo à Regeneração Até o momento, os resultados têm sido notáveis: esses marcos foram alcançados por meio de uma colaboração sólida entre partes interessadas públicas e privadas. Notavelmente, Inkaterra, Grupo AJE, WorldXchange e a Tetra Pak desempenharam papéis importantes na implementação de soluções circulares. A Luz del Sur forneceu assistência técnica, enquanto a CANATUR ofereceu suporte estratégico, reforçando uma forte governança climática. Além disso, a pegada de carbono de Machu Picchu foi totalmente compensada com 2,155 créditos de carbono do projeto REDD+ Brazil Castanha Concessões da Bosques Amazónicos (BAM), que protege mais de 600,000 hectares de florestas megadiversas e apoia mais de 800 famílias de colheita de castanha-do-pará na Amazônia em Madre de Dios, Peru. O que vem a seguir: Escalando o impacto e a inclusão Apesar do progresso significativo, grandes desafios permanecem. O principal deles é a necessidade de expandir o financiamento público e privado para ampliar as iniciativas de descarbonização mais impactantes — como a eficiência energética em serviços de turismo e a restauração de ecossistemas em larga escala. Igualmente importante é o fortalecimento contínuo dos programas existentes, particularmente aqueles que envolvem a gestão de resíduos por meio de princípios de economia circular e a transição para energia limpa. Mais criticamente, há uma necessidade crescente de aumentar a participação ativa das comunidades e empresas locais. O envolvimento deles será essencial para garantir que esse modelo de turismo regenerativo e neutro em carbono se torne permanente e autossustentável. "A participação ativa de todas as partes interessadas será fundamental para consolidar um modelo de turismo regenerativo e neutro em carbono que resista ao teste do tempo", afirmou o prefeito La Torre. Um modelo para o mundo A jornada de descarbonização de Machu Picchu é mais do que uma história de sucesso local — é um chamado global à ação. À medida que destinos em todo o mundo enfrentam os impactos crescentes das mudanças climáticas, Machu Picchu prova que proteger o patrimônio, apoiar os meios de subsistência locais e liderar a ação climática podem andar de mãos dadas. Ao adotar decisões ousadas, governança inclusiva e soluções climáticas baseadas na ciência, Machu Picchu está traçando um caminho em direção a um futuro positivo para o clima e a natureza — um que outros podem seguir. 📌 Saiba mais e participe Seu destino ou organização está pronto para dar o próximo passo em direção à liderança positiva para o clima e a natureza? Descubra como nossos serviços de certificação e consultoria podem ajudá-lo a gerar um impacto mensurável. 📩 Entre em contato com nossa equipe Este artigo foi escrito por Yves Hemelryck do Green Initiative Leitura relacionada à equipe

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CANATUR e AECID, a principal Coligação de Turismo para uma Economia Circular, Inclusiva e Climática Inteligente, com o apoio de Green Initiative

CANATUR e AECID, a principal Coligação de Turismo para uma Economia Circular, Inclusiva e Climática Inteligente, com o apoio de Green Initiative

Green Initiative, entidade reconhecida por sua expertise em assessorar e certificar organizações que buscam mitigar suas emissões de CO₂, atua como parceira técnica de apoio ao projeto “Coalición Turística por una Economía Circular, Inclusiva y Climáticamente Inteligente”. Esta iniciativa representa um esforço colaborativo entre a CANATUR (Câmara Nacional de Turismo do Peru) e a AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento), também financiada pela União Europeia. O projeto se dedica a fomentar um modelo de turismo mais sustentável e de baixo carbono no Peru, consolidando-se assim como um empreendimento crucial para a agenda climática global. Este projeto surge em um contexto em que a economia circular é reconhecida como uma ferramenta fundamental que contribui para os objetivos globais associados à atual crise climática. Após a assinatura do Acordo de Paris em 2015 por 195 países, incluindo o Peru, um novo paradigma de produção e consumo foi gerado. O principal compromisso é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e conter o aquecimento global. Para o setor do turismo, isso representa uma grande oportunidade e um desafio para incorporar a reutilização, a recuperação, a reciclagem e a maximização da eficiência dos recursos, fazendo com que o setor incorpore essas práticas em suas operações. A Importância da Agenda Climática para Destinos Turísticos no Peru e no Mundo O Peru, lar de destinos icônicos como Machu Picchu e Cabo Blanco, ocupa uma posição de destaque no turismo global. No entanto, em comum com outros destinos internacionais, o país enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas, que exercem impacto no meio ambiente, na economia local e nas comunidades. A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), particularmente o CO2, é de fundamental importância para a proteção desses destinos e para garantir sua preservação para as gerações futuras. O Peru, juntamente com as outras 195 nações signatárias do Acordo de Paris, está comprometido em reduzir substancialmente suas emissões de GEE para mitigar o aquecimento global. A Economia Circular como Ferramenta-Chave Nesse contexto, a economia circular surge como um instrumento potente para atingir esses objetivos. A transição de um modelo linear de produção e consumo, caracterizado por "produzir e descartar", para um modelo circular, que prioriza a reutilização, a recuperação e a reciclagem de recursos, é essencial tanto para a integridade ambiental quanto para o crescimento econômico sustentável. O objetivo geral do projeto é implementar um modelo de desenvolvimento circular centrado em uma economia onde a reutilização, a recuperação, a reciclagem, a extensão da vida útil e a redução da pegada de carbono no setor turístico prevaleçam, ao mesmo tempo em que impulsionam a inovação e a competitividade de forma justa e equitativa. O Papel de Green Initiative Green Initiative consolida-se como referência global na prestação de serviços de consultoria a destinos turísticos, auxiliando-os na implementação de práticas sustentáveis ​​e na obtenção de práticas de gestão climática inteligente. A escolha da empresa se baseou em sua vasta experiência e reconhecidas conquistas na colaboração com destinos turísticos em todo o mundo, facilitando a integração de práticas de economia circular e a redução de suas emissões de CO2. Green InitiativeA missão da transcende a implementação de políticas ambientais; a organização se dedica a transformar as modalidades operacionais do setor de turismo, promovendo a mitigação das mudanças climáticas de forma integrada em toda a cadeia de valor. Escopo do projeto e resultados esperados A colaboração com a CANATUR e a AECID apresenta uma oportunidade de disseminar esse conhecimento no Peru. O projeto visa implementar um modelo de gestão baseado em práticas inovadoras de economia circular em 2 destinos turísticos para mitigação de emissões de carbono. Além disso, promoverá a criação de uma Comissão Setorial de Economia Circular no Turismo para implementar um Roteiro e ações emblemáticas, e fortalecer as capacidades dos atores do sistema de turismo em ação climática e produção circular mais limpa. As regiões de intervenção inicial são Lima, Cusco, Piura e San Martín, embora o projeto tenha impacto nacional. Este projeto de coalizão de turismo produzirá uma série de resultados essenciais para a implementação da transição para um setor de turismo mais circular e sustentável. Green Initiative será responsável por garantir que essas entregas sejam executadas com a máxima qualidade e eficiência. As atividades incluirão workshops, sessões de treinamento, webinars, uma conferência internacional e a implementação de ações emblemáticas em destinos turísticos. O projeto está alinhado com os objetivos globais de desenvolvimento sustentável, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como o ODS 13 (Ação Climática), o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). Com a economia circular ganhando cada vez mais destaque, existe uma oportunidade única para transformar o setor do turismo em um motor para o desenvolvimento sustentável, gerando novas oportunidades de emprego e promovendo uma economia inclusiva e de baixo carbono. A participação ativa das partes interessadas e aliados é buscada por meio do apoio (R) ao comitê setorial, sinergia (S) nas atividades, contribuindo com experiência e recursos, e disseminação (D) do progresso do projeto. Conclusão O turismo sustentável transcende a noção de fazer o bem; constitui uma necessidade urgente diante dos desafios climáticos globais prevalecentes. Green Initiative, em conjunto com a CANATUR e a AECID, está na vanguarda desse processo transformador no Peru, auxiliando destinos turísticos na adoção de práticas de economia circular e estratégias de mitigação de carbono. Consequentemente, além da preservação de belezas naturais como Machu Picchu e Cabo Blanco, essa colaboração contribui para um futuro mais equilibrado e sustentável para todas as partes interessadas. Green Initiative, com sua expertise e liderança demonstradas, será fundamental para permitir que importantes destinos turísticos peruanos avancem rumo a um futuro mais sustentável. Este artigo foi escrito por Tatiana Otaviano do Green Initiative Equipe. Leitura relacionada

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